Banco de Questões do Prepara Vestibular

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  • A imagem da negra e do negro em produtos de beleza e a estética do racismo

    Resumo: Este artigo tem por finalidade discutir a representação da população negra, especialmente da mulher negra, em imagens de produtos de beleza presentes em comércios do nordeste goiano. Evidencia-se que a presença de estereótipos negativos nessas imagens dissemina um imaginário racista apresentado sob a forma de uma estética racista que camufla a exclusão e normaliza a inferiorização sofrida pelos(as) negros(as) na sociedade brasileira. A análise do material imagético aponta a desvalorização estética do negro, especialmente da mulher negra, e a idealização da beleza e do branqueamento a serem alcançados por meio do uso dos produtos apresentados. O discurso midiático-publicitário dos produtos de beleza rememora e legitima a prática de uma ética racista construída e atuante no cotidiano. Frente a essa discussão, sugere-se que o trabalho antirracismo, feito nos diversos espaços sociais, considere o uso de estratégias para uma “descolonização estética” que empodere os sujeitos negros por meio de sua valorização estética e protagonismo na construção de uma ética da diversidade.

    Palavras-chave: Estética, racismo, mídia, educação, diversidade.

    SANT’ANA, J. A imagem da negra e do negro em produtos de beleza e a estética do racismo. Dossiê: trabalho e educação básica. Margens Interdisciplinar. Versão digital. Abaetetuba, n.16,jun. 2017 (adaptado).

    O cumprimento da função referencial da linguagem é uma marca característica do gênero resumo de artigo acadêmico. Na estrutura desse texto, essa função é estabelecida pela

  • Estojo escolar

    Rio de Janeiro — Noite dessas, ciscando num desses canais a cabo, vi uns caras oferecendo maravilhas eletrônicas, bastava telefonar e eu receberia um notebook capaz de me ajudar a fabricar um navio, uma estação espacial.

    [...] Como pretendo viajar esses dias, habilitei-me a comprar aquilo que os caras anunciavam como o top do top em matéria de computador portátil.

    No sábado, recebi um embrulho complicado que necessitava de um manual de instruções para ser aberto.

    [...] De repente, como vem acontecendo nos últimos tempos, houve um corte na memória e vi diante de mim o meu primeiro estojo escolar. Tinha 5 anos e ia para o jardim de infância.

    Era uma caixinha comprida, envernizada, com uma tampa que corria nas bordas do corpo principal. Dentro, arrumados em divisões, havia lápis coloridos, um apontador, uma lapiseira cromada, uma régua de 20 cm e uma borracha para apagar meus erros.

    [...] Da caixinha vinha um cheiro gostoso, cheiro que nunca esqueci e que me tonteava de prazer. [...]

    O notebook que agora abro é negro e, em matéria de cheiro, é abominável. Cheira vilmente a telefone celular, a cabine de avião, a aparelho de ultrassonografia onde outro dia uma moça veio ver como sou por dentro. Acho que piorei de estojo e de vida.

    CONY, C. H. Crônicas para ler na escola. São Paulo: Objetiva, 2009 (adaptado).

    No texto, há marcas da função da linguagem que nele predomina. Essas marcas são responsáveis por colocar em foco o(a)

  • Projeto na Câmara de BH quer a vacinação gratuita de  cães contra a leishmaniose

    A doença é grave e vem causando preocupação na região metropolitana da capital mineira

    Ela é uma doença grave, transmitida pela picada do mosquito-palha, e afeta tanto os seres humanos quanto os cachorros: a leishmaniose. Por ser um problema de saúde pública, a doença pode ganhar uma ação preventiva importante, caso um projeto de lei seja aprovado na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH). Diante do alto número de casos da doença na Grande BH, a Comissão de Saúde e Saneamento da CMBH aprovou a proposta de realização de campanhas públicas de vacinação gratuita de cães contra a leishmoniose, tema do PL 404/17, apreciado pelo colegiado em reunião ordinária, no dia 6 de dezembro.

    Disponível em: https://revista encontro.com.br. Acesso em: 11 dez 2017.

    Essa notícia além de cumprir sua função informativa, assume o papel de

  • Vou-me embora p'ra Pasárgada foi o poema de mais longa gestação em toda a minha obra. Vi pela primeira vez esse nome Pasárgada quando tinha os meus dezesseis anos e foi num autor grego. (...) Esse nome de Pasárgada, que significa "campo dos persas" ou “tesouro dos persas", suscitou na minha imaginação uma paisagem fabulosa, um pais de delicias, como o de L'invitation au Voyage, de Baudelaire. Mais de vinte anos depois, quando eu morava só na minha casa da Rua do Curvelo, num momento de fundo desânimo, da mais aguda sensação de tudo o que eu não tinha feito em minha vida por motivo da doença, saltou-me de súbito do subconsciente este grito estapafúrdio: “Vou-me embora p’ra Pasárgada!" Senti na redondilha a primeira célula de um poema, e tentei realizá-lo, mas fracassei. Alguns anos depois, em idênticas circunstâncias de desalento e tédio, me ocorreu o mesmo desabafo de evasão da “vida besta”. Desta vez o poema saiu sem esforço como se já estivesse pronto dentro de mim. Gosto desse poema porque vejo nele, em escorço, toda a minha vida; [...] Não sou arquiteto, como meu pai desejava, não fiz nenhuma casa, mas reconstruí e “não de uma forma imperfeita neste mundo de aparências", uma cidade ilustre, que hoje não é mais a Pasárgada de Ciro, e sim a “minha" Pasárgada.

    BANDEIRA. M. Itinerário de Pasárgada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, Brasília: INL, 1984.

    Os processos de interação comunicativa preveem a presença ativa de múltiplos elementos da comunicação, entre os quais se destacam as funções da linguagem. Nesse fragmento, a função da linguagem predominante é a

  • Assentamento

    Zanza daqui 
    Zanza pra acolá
    Fim de feira, periferia afora
    A cidade não mora mais em mim
    Francisco, Serafim
    Vamos embora

    Ver o capim
    Vero baobá
    Vamos ver a campina quando flora
    A piracema, rios contravim
    Binho, Bel, Bia, Quim
    Vamos embora

    Quando eu morrer
    Cansado de guerra
    Morro de bem
    Com a minha terra:
    Cana, caqui
    Inhame, abóbora
    Onde só vento se semeava outrora
    Amplidão, nação, sertão sem fim
    Ó Manuel, Miguilim
    Vamos embora

    BUARQUE, C. As cldades. Rio de Janeiro: RCA, 1968 (frangmento)

    Nesse texto, predomina a função poética da linguagem. Entretanto, a função emotiva pode ser identificada no ver

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O nosso banco de questões é um grande banco de dados onde estão armazenados um conjunto de questões previamente selecionadas das provas dos vestibulares mais populares, uma poderosa ferramenta para você se aprofundar em um tema específico e ganhar tempo. Com o auxílio do nosso banco de questões o aluno pode ter disponível diversos exercícios com vários graus de dificuldade.

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